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FGC: como funciona a proteção dos seus investimentos

O Fundo Garantidor de Créditos cobre até R$ 250 mil por CPF e instituição. Saiba o que está incluso e o que fica de fora.

Publicado em 04 de novembro de 2025 9 min de leitura
FGC: como funciona a proteção dos seus investimentos
Foto: Unsplash / banco de imagens

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é uma das proteções mais importantes do investidor brasileiro em renda fixa — e uma das mais mal compreendidas. Saber exatamente o que está coberto, até quanto e em que situações pode evitar perdas relevantes em caso de problema com uma instituição financeira.

O que é o FGC e como funciona

O FGC é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas próprias instituições financeiras associadas, que garante o pagamento de depósitos e investimentos em caso de intervenção, liquidação extrajudicial ou falência da instituição. Foi criado em 1995 e é regulado pelo Banco Central.

Limites de cobertura em 2026

  • R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira (ou conglomerado).
  • Teto global de R$ 1 milhão a cada período de 4 anos consecutivos.
  • Cobertura inclui principal investido + juros acumulados até a data do evento.
  • Conta conjunta: o limite é dividido entre os titulares (50% para cada).
  • Funciona automaticamente — não exige solicitação prévia.

O que está coberto

  • Depósitos à vista (conta corrente) e poupança.
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário).
  • LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio).
  • LC (Letra de Câmbio).
  • LH (Letra Hipotecária) e LIG (Letra Imobiliária Garantida) — esta última tem garantia adicional.
  • Operações compromissadas com lastro em títulos emitidos por empresa ligada.

O que NÃO está coberto

  • Fundos de investimento (têm CNPJ próprio e patrimônio separado).
  • Ações, debêntures, CRI, CRA e cotas de FIIs.
  • Criptoativos e contas em corretoras de cripto.
  • Tesouro Direto (tem garantia direta do Tesouro Nacional — risco soberano).
  • Previdência privada (PGBL/VGBL) — regulada pela Susep, sem cobertura do FGC.
  • Investimentos em corretoras estrangeiras.

Como o pagamento acontece em caso de problema

Quando o Banco Central decreta intervenção ou liquidação, o FGC é acionado e tem prazo legal para iniciar pagamentos. Historicamente, o pagamento ocorre em semanas, não meses. O investidor não precisa correr nem contratar advogado — basta acompanhar comunicados oficiais do FGC e do liquidante nomeado.

Como verificar se o produto tem cobertura

Antes de aplicar, confirme na lâmina ou no extrato se o produto é coberto pelo FGC. Em CDBs e LCI/LCA, essa informação é destacada. Em fundos, NÃO há cobertura — o que existe é a segregação patrimonial: o dinheiro do fundo é separado do patrimônio do gestor.

Atenção aos 'bancos pequenos com taxas altas'

FGCoop: o garantidor das cooperativas

Para cooperativas de crédito, o garantidor é o FGCoop, com regras semelhantes às do FGC. Verifique a qual sistema sua instituição pertence antes de aplicar.

Limite global: o detalhe que muita gente esquece

Os R$ 1 milhão por CPF a cada 4 anos são contados desde o primeiro acionamento. Se uma instituição quebrar e você receber R$ 250 mil, esse valor é abatido do teto global pelos 4 anos seguintes. Para grandes patrimônios, vale considerar essa janela ao montar o portfólio.

Fontes consultadas

  • FGC — regras, lista de produtos cobertos e procedimentos
  • FGCoop — garantidor de cooperativas
  • Banco Central — regulação prudencial das instituições financeiras
  • Tesouro Direto — garantia soberana dos títulos públicos

Atualizado em junho de 2026. Limites e regras do FGC podem ser revisados pelo CMN — confira no site oficial antes de aplicar.

Crédito da imagem: Foto via Unsplash (licença gratuita).

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