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Black Friday 2025: cuidados ao usar crédito em grandes promoções

Promoções reais existem, mas o uso descontrolado do cartão pode transformar economia em dívida. Veja como comprar com consciência.

Publicado em 03 de fevereiro de 2026 12 min de leitura
Black Friday 2025: cuidados ao usar crédito em grandes promoções
Foto: Unsplash / banco de imagens

A Black Friday brasileira já movimenta dezenas de bilhões de reais por ano (dados anuais da Confi.Neotrust e da CNDL). Boa parte das compras é parcelada no cartão, ocupando o limite por meses e somando-se a gastos de Natal, IPVA e matrícula. Comprar com critério é o que diferencia economia real de armadilha.

Antes de comprar — checklist objetivo

  • Liste o que você JÁ planejava comprar; ignore tudo fora da lista.
  • Pesquise histórico de preços (Buscapé, Zoom, Google Shopping). 'Promoção' que apenas devolve o preço antigo NÃO é desconto.
  • Some todas as parcelas futuras já comprometidas antes de aceitar nova compra parcelada.
  • Verifique a reputação da loja no Reclame Aqui e no consumidor.gov.br.
  • Confirme política de troca/devolução: o art. 49 do CDC garante 7 dias de arrependimento em compras online.

Parcelado 'sem juros' não é dinheiro grátis

Uma compra de R$ 1.200 em 12x 'sem juros' compromete R$ 100 do seu limite por 12 meses — somando-se a outras parcelas, fatura de Natal, IPVA e despesas escolares. Antes de aceitar, calcule o total já comprometido nos próximos 12 meses e compare com sua renda mensal.

Direitos do consumidor online

O Código de Defesa do Consumidor (art. 49) garante 7 dias para arrependimento em compras feitas fora do estabelecimento (online, telefone, catálogo), com devolução integral do valor pago, incluindo frete. O art. 30 obriga a loja a cumprir oferta veiculada (preço anunciado). Em caso de descumprimento, registre em consumidor.gov.br ou no Procon.

Golpes típicos da Black Friday

  • Domínios falsos com letras trocadas (ex.: 'amaz0n.com', 'magazinelu1za.com').
  • Anúncios pagos em redes sociais com preços absurdamente baixos.
  • Cobrança de 'taxa de liberação de entrega' depois da compra.
  • Pedido de Pix para CPF de pessoa física em vez de CNPJ da loja.
  • Links encurtados (bit.ly, encurtador) levando a páginas clonadas.

Quando NÃO comprar

  • Quando a fatura do cartão do mês seguinte já está apertada.
  • Quando a compra é por impulso ('só porque está barato').
  • Quando o item NÃO estava na lista de necessidades.
  • Quando o desconto real é menor que 10% (após verificação de histórico).

Fontes consultadas

Dados verificados em junho de 2026. Em caso de fraude, registre BO e acione o banco em até 80 dias úteis para tentar o MED do Pix.

Crédito da imagem: Foto via Unsplash (licença gratuita).

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